Posts Tagged ‘Michael Jackson’

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Vik Muniz, sim, o rei do POP!

julho 15, 2009

Passada a semana Michael Jackson versus Roberto Carlos, afoito por novidades que nunca chegam e respostas de entrevistados que nunca colaboram eu me vejo obrigado outra vez a falar de arte. Isso, claro, não me afeta. Não me destrói como fashionista e, muito ao contrário, me refestela como ser humano artista.

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Convidado de minha empregadora a visitar a exposição de Vik Muniz no MASP não hesitei em dizer não. Afinal, sou adepto de arte contemporânea (?!?). Fora o frio congelante das 18h no coração de Sampa e o desconcertante arrepio em outra expo no museu, chego à conslusão de que Vik Muniz, sim, é o rei do POP!

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A fila era absurdamente gigantesca quando cheguei e parecia ter duplicado na saída. Certo que terça-feira era dia de visita gratuita (digno isso!) e as pessoas afoitas ou não para conhecer de perto a eloquente obra de um brasileiro que tem memórias americanas como ponto de partida para suas obras.

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Ao cruzar a entrada que dá acesso ao salão já se nota a efemeridade de Vik, casado com a alemã Janaina Tschape, também artista. Da série de desenhos baseados em fotos históricas da revista Life aos traços quase pueris de objetos feitos com arame que muito me remetem a Leonilson, é visível uma massificação de poesia nas fotos. Vik vai além. Ora ele extrapola o tamanho de sua obra com fotos gigantescas, ora diminui sucatas surreais e fotogarafa por cima o que dá a intensão de um Narciso à beira de um lago, reinterpretando Caravaggio.

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Efeitos que causam arrepio de verdade. Afinal, quem pode imaginar que de cinzas de um cigarro ou de poeira um desenho de efeito significativo para nossa cultura americanizada sairia ileso a nossa vista cansada, acostumada a pinceladas grotescas de devaneio?

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Basta se deixar influenciar pelos diamantes que transformam Liz Taylor em diva ainda maior. Ou o caviar transformando Frankenstein em deus de uma maledicência comportada. Brincadeira de criança que se transformou em arte, dando-nos a possibilidade de criarmos universos particulares onde nem sempre o que é belo e nítido tem merecido desprezo!
Parabéns, Vik Muniz!

por Daniel Amarhal
Fotos: divulgação!

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Michael is in the air!

junho 27, 2009

Semana agitada essa, não?

Abomino um clichê, mas é impossível passar batido (mesmo com o coração sentindo a perda de uma avó emprestada!) à morte de Michael Jackson.

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Quando li os comentários dos amigos no Facebook corri até a primeira página da Uol para ter certeza. Li no NYT, mas a vinheta do Jornal Nacional noticiava que ainda não era certa a notícia. Daí eu até respirei.

Mas uma profusão de vídeos do astro era linkada a todo instante no site de relacionamentos. Pessoas inconformadas com a brutalidade do fato. Confesso uma certa irritação. Afinal, MJ quase nunca era citado por lá. Bastou morrer para virar santo? _eu pensei…

Daí é que me enganei. Um mito nunca morre! E Michael Jackson fez parte da adolescência e descoberta de muitas pessoas, inclusive da minha. Nasci um ano depois de seu maior sucesso de vendas, Thriller, ser lançado e me recordo de quando meu irmão colocava o video e/ou o disco para tocar e eu corria de medo daqueles zumbis.

thriller

Vivi uma adolescência regada a Spice Girls, No Doubt, Aerosmith, Bon Jovi, Titãs Acústico MTV, muito Jagged Little Pill de Alanis e Malandragem de Cássia Eller. De Madonna eu ouvia só os clássicos, mas gastava fortunas com revistas importadas quando ela era a capa; meu vídeo preferido até hoje é The power of goodbye, que nem é tão classuda assim, mas… Depois desse, a musa, para mim, não tem mais a mesma importância… mas isso é assunto para outro post!

Michael Jackson nunca foi motivo de comentário algum de minha parte. E não porque eu não gostasse dele. Sempre fui tão ligado à música brasileira que numa fase de vício da Mtv eu mudava de canal quando qualquer foreign sound começava. Mas algumas coisas, ainda assim, eram eternas. Caso da imagem de MJ cantando Black or white.

Amava quando começava o clipe e eu aumentava a Tv até o último volume para dançar com ele. Era tão intensa a minha dança que em pouco menos de 5 minutos eu estava todo suado e cansado… porém, com o espírito evoluído e atingindo um grau de malemolência que nem quando eu frequentava baladas até as sete da manhã eu conseguia…

Michael se foi. Fez, sim, coisas inacreditáveis. Mas eu hoje prefiro lembrar daquele cara negro, de calças pretas com meia branca, que dançava muito e que, certamente, nunca mais vai alegrar multidões!

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Que sua dança alegre os céus e que sua música seja sempre uma lembrança boa no coração de seus fãs.

por Daniel Amarhal
Foto: divulgação!
Fonte/vídeo: Youtube