Enquanto fashionistas voltam suas atenções para as passarelas, na vida real o sonho se constrói em cetins e jérseys estampados no Verão 2009 da Dhuo. Sempre presente aqui no The Satis/fashion e parceira de primeira linha, a marca mais uma vez consolida seu nome no mercado da moda com um streetwear descomplicado e contemporâneo sem as afetações mirabolantes apresentadas nas semanas de moda, porém, sem perder o foco conceitual que é marca registrada Dhuo.
Durante o último fim de semana a Dhuo convidou lojistas e clientes para o lançamento oficial da coleção Verão 2009 no Hotel Fazenda Cliv Sol e tendo sido eu um dos pioneiros a divulgá-la pela internet, sinto-me sempre lisonjeado de ser também o primeiro a receber as fotos, a acompanhar as etapas do crescimento da Dhuo e dar dicas diversas aos incessantes criadores dessa marca que só traz boas vibrações ao seu público, seja ele lojista ou consumidor final.
Nessa próxima season eles vão além. Partem de uma lógica que aos olhos de um formador de opinião pode ser cansativa, mas que é a principal tendência da próxima estação: os anos 70 presente no romantismo das flores aliado ao masoquismo dark dos tempos atuais. Segundo o site WGSN essas são as apostas certeiras de quem quiser fazer bonito e, claro, vender muito!
A coleção tem longos de malha e curtos de cetim, além de batas em jérsey fluity e tecido metalizado. O que me chama a atenção são os recortes, a mistura de cores bem pensadas e um quê de feminilidade que atrai até mesmo as consumidoras mais comuns. É dessas roupas que a gente quer ter para usar, diferentemente das de passarela que a gente quer ter para olhar!
Para os meninos, as camisetas continuam sendo o carro-chefe usadas com calça saruel ou bermudas na altura dos joelhos. Simples assim! E, óbvio, com as estampas criadas por Giuliano Mazeti que são de arrepiar. Tem música, cinema, sadomasô e até uma pitada de romance, coisa que a alma punk de Giu (para os íntimos, sorry!) não é tão fã…
Aliás, essa é a primeira coleção da Dhuo com parcerias pesos-pesados de Presidente Prudente, cidade onde funciona o QG da marca. Algumas das estampas, por exemplo, têm a assinatura do artista plástico Tile Amato que tem um atelier super conceituado em PP; sem contar as incríveis bolsas de Raquel Trevisi que logo logo vou desfilar pela Baixada Santista.
O catálogo de Verão está em andamento e deve ser também lançado em breve, mas é claro que o The Satis/fashion tem fotos exclusivas da nova campanha da Dhuo tiradas no matagal do mesmo Hotel Fazenda onde ocorreu o show-room. Os modelos são Denise Monteiro e Leonardo Cavali e quem assina as fotos é Carlos Braga com assistência de seu irmão Rodrigo Braga, além de make de Simone Cereja e Yara Rocha, produção de Michele Braga, Jonas Maniezo e André Campos, Styling de Leonam Dantas e Concepção Geral da Equipe Dhuo. Um arraso!
A concept-store mais bacana de Sampa, a Doc Dog, acaba de receber em sua loja do Shopping Iguatemi quatro novos modelos de tênis que prometem deixar os sneaker-maníacos de cabelos em pé.
Entre eles, dois Lacostes: o modelo Lyndon Strap (acima) por R$379,90 e o Lyndon Slip On por R$359,00.
Tem também um Nike Dunk High por uma pechincha: R$280,00.
E um Adidas Forum Mid Gruen por R$395,00. Esse até eu, que não sou fã do movimento sneaker, queria ter. O botãozinho é a coisa mais fofa!
Quer ter o seu? Então corra para a loja Doc Dog do Iguatemi! Tel.: 55 11 30312444
Mais uma São Paulo Fashion Week acabou e é chegada a hora de rever fotos, reler textos e refrescar a cuca. Depois de sete dias de evento, 49 desfiles e mais um monte de acontecimentos históricos seria quase que impossível resumir essa última edição do evento como legal. Quem disser isso deve arder no mármore do inferno! Afinal, essa é a primeira vez que julguei com olhar de consumidor, não de fashionista. Portanto, declaro que preferi não comparar nossos criadores com os estrangeiros!
Acostumado com o zum-zum-um do evento, embora eu não o freqüente há duas estações, me limitei apenas a ver as fotos. Ontem, no último dia, que resolvi ler os textos de sites importantes, caso de Erika Palomino (com a cobertura mais rápida), Gloria Kalil (com comentários-delícia de Jorge Wakabara) e Elle Brasil (as melhores fotos dos acessórios estão lá). Não me atrevi a ler blogs, tão pouco perdi meu tempo procurando saber quem sentou nas primeiras filas. Aliás, acho que isso nem devia ser importante mais, afinal, a gente quer moda e criatividade, não celebridades fazendo carão e achando que origami é só feito em papel!
Falando em Japão, esse, que também foi o tema da dècor do evento, pairou em muitas passarelas. Teve saia-origami na FH, a nova label de Fause Haten (sim, ele continua o mesmo!); teve bolsa-dobradura na Osklen, chapéu-origami para André Lima e até uma quase bota-origami-geométrica (?) no desfile feminino de Alexandre Herchcovitch. Este, por sinal, apresentou sua coleção mais sucinta, porém, não menos autoral, of course! E não parou por aí… Apareceu o desdobramento do quimono em macacões masculinos da V.Rom, em obis de couro e japonismos florais de Erika Ikezili.
Mas também teve México na Cori e em Isabela Capeto, guerras do Leste Europeu na Animale e Alexandre Herchcovitch masculino e muito Brasil na bossa-nova da praia da Poko Pano e nos Lençóis Maranhenses da Forum Tufi Duek, uma das melhores coleções do estilista. Sem esquecer que o Rio São Francisco foi nascer no meio do mar de Ronaldo Fraga…
Falando em águas, a moda-praia… esta chegou devagar com a Movimento e suas túnicas de tafetá, invadiu a selva com a Cia. Maritima, serviu suco de caju na Blue Man e se desnudou na Neon e no masculino da Rosa Chá, responsável pelo maior bafo da temporada, com o modelo Rodrigo Rothen peladão tomando chuveirada na boca-de-cena. Resumindo tudinho: nenhuma grande sacada, tudo continua na mesma com biquinis de larguras infinitas e sungões para os bofes (os shorts são as melhores opções!). Assim sendo, os maiôs ganham os iates e as piscinas das endinheiradas, a Água de Coco fez os melhores com listras e recortes precisos.
Das cores o destaque fica por conta dos tons de pele. Samuel Cirnansck trabalhou-os em rendas e sedas adamascadas. Gloria Coelho deu-os leveza e transparência, enquanto a Ellus abusou do crú. O laranja quebra a monotonia da UMA e azuis ofuscam os perolados de Reinaldo Lourenço. Sobriedade não é a palavra de lei na Amapô, com todas as cores quentes misturadas às frias e looks austeros demais perto das antigas estampas da grife. Uma (r)evolução se fez necessária e agradou muito! O preto, o branco ou os dois juntos se dão as mãos mais uma vez e lideram o ranking dos queridinhos em vestidos de André Lima e acessórios da Triton.
A modelagem é ampla. Tem muita calça saruel e os vestidos são femininos até dizer chega. As saias tutús das bailarinas dão o ar da graça no verão de Priscilla Darolt, usadas com casacos estruturados, enquanto a Maria Garcia se amarra nos fluidos em tons pastel. Os babados são obrigatórios e estão por toda a parte. Os cumprimentos são variados: de curtos-curtíssimos na 2nd Floor e Triton, abaixo (ou na altura) dos joelhos na Maria Bonita e Huis Clos ou longos na Iódice.
Ao contrário do Fashion Rio, o setentismo quase não apareceu por aqui e se não fosse a Vide Bula talvez ele nem mostrasse sua cara. Os jeans são lavados, mais claros que de costume e aparecem na versão boca-de-sino na Colcci e de cintura alta na Cori. As estampas continuam étnicas na Neon, ganham flores e folhas na V.Rom, peixes em Ronaldo Fraga, nudismo no masculino da Reserva e laços para André Lima. Dos bordados, destaco as flores aplicadas e o acabamento de crochê no feminino de Alexandre Herchcovitch!
E, claro, como sonhar não custa nada me resta torcer para que a moda brasileira voe como os pássaros de Pedro Lourenço e faça jus ao barroco de Lino Villaventura e às fantasias de Marcelo Sommer em sua Do Estilista. Porque, sim, esse São Paulo Fashion Week não me marcou por nudez ou tendências que eu já imaginava ver, mas pela capacidade de nossos estilistas se renovarem a cada estação mostrando que nosso país começa a aparecer nas páginas da história da moda no mundo!
Conhecida por seu life style super jovem e contemporâneo a AMP A Mulher do Padre inovou geral para a próxima campanha do Verão 2009.
Nada de celebridades em poses sensuais, até mesmo porque isso nem é a cara da marca. Quem assina o styling, as fotos e as locações são blogueiros natos, conhecidos de uma parcela mínima (quem realmente lê, sabe?) de quem entende e conhece moda. Fabricio Miranda, Pomada e Marcelo Fubah aka Funhell, Renata Chebel do SP:00 mais Paula Reboredo e Gilberto França do Freakstyle.
Eles fotografaram o Verão 2009 da AMP em clima de diversão noturna. Para isso, os blogueiros levaram um acervo de peças da new collection e pediram que os próprios frequentadores do clubes Funhouse, Vegas e Gloria usassem da maneira que quisessem, ou seja, cada um liberou ‘a mulher do padre’ que existe dentro de si e extravazou na verborragia fashion!
A coleção chega às lojas só em setembro intitulada AMPVesuvio mas aqui, no The Satis/fashion, você confere em primeira-mão as fotos-bafos dessa empreitada que, espero, está só começando!
Esse post é mais um dos mais incansáveis desabafos…
Recebi alguns e-mails de leitores me perguntando o que eu achei do Fashion Rio e também querendo saber por que motivos eu nada postei sobre o evento carioca no Blog.
Devo explicar que durante a semana de moda do Rio de Janeiro eu estive ausente do meio cibernético. Saí de órbita na quarta-feira e só voltei à minha residência no domingo. Li uma ou outra notícia relacionada ao evento via celular, tecnologia Wi-Fi já fazendo parte da minha vida!
Nada tenho contra o Fashion Rio, ao contrário. Mas acho que nesse mundo blogueiro de hoje vale ressaltar que a notícia não importa mais se é bem dada ou não, o interessante é quem a passa primeiro, infelizmente! Como todos os veículos já haviam dado as suas impressões sobre o Fashion Rio não cabia a mim, um simples blogueiro, comentar mais alguma coisa.
Primeiro: fui o alvo certeiro de muitos por conta das críticas pesadas à Casa de Criadores. E, sorry, não me arrependo delas! Segundo: a virose que pegou de surpresa alguns fashionistas no Rio também se fez presente em Santos, me derrubando! Daí que passei a semana à base de xaropes! Terceiro: o que teria eu de tão importante a comentar sobre o Fashion Rio se o que eu digo tem pouca importância?
Enfim, resumindo tudo: Gostei das flores de Thais Losso, dos tecidos transparentes de Melk Z-Da e das calças masculinas da Redley. No mais, tudo tão Balenciaga e 70’s que já enjoou os olhos, não acham?
Desculpem a franqueza, queridos (as) leitores (as).
Mas eu preciso tomar um rumo na minha vida e, infelizmente, a moda me faz tirar os pés do chão. Pena que ela não coloca comida no meu prato!
Semanas de Moda bombando no Brasil e o The Satis/fashion lança mais uma novidade no blog: a sessão “Visão do Leitor”. Aqui quem manda é você! Seu texto, suas opiniões e fotos…
Para estrear, o fashionista carioca K-Doo Almeida fala de cópias na moda.
Saiba mais sobre ele clicando aqui!
Abaixo a sua opinião: A moda é um plágio?
Dias atrás, em mais uma de minhas madrugadas estudando moda, ao ver fotos do último desfile da Dior me deparei com um vestido balonê que, na hora, ativou a minha memória fashion, me fazendo lembrar de um outro do Verão 2008 da Sommer, de uma coleção cujo o tema foi o Japão. Enfim, fui conferir as fotos e vi que realmente os vestidos eram, sim, parecidos. Pura coincidência. Ou não!
Hoje em dia está difícil distinguir o que é inconsciente fashion coletivo, inpiração ou cópia mesmo!
Sommer Verão 2008 e Dior Inverno 2008.
O processo de se copiar uma roupa ou determinado estilo não é novo. A moda, enquanto processo evolutivo, surgiu e foi impulsionada pela burguesia que tentava imitar o estilo da aristocracia e esta, por sua vez, desenvolvia mais e mais novidades para se diferenciar dos imitadores. Este processo continua com força e é hoje facilitado pela rapidez com que a informação chega às pessoas. Poucas horas depois de um desfile acontecer suas fotos já estão na internet e as roupas podem ser visualizadas (e copiadas) por milhões em todos os cantos do planeta. Muitas cadeias de magazines vendem roupas que são meras cópias do que vemos nas passarelas.
Particularmente nada tenho contra as cópias. É através delas que as pessoas menos abastadas têm a oportunidade de vestirem algo em sintonia com as tendências que são lançadas diariamente e, dessa maneira, também podem se aproximar do mundo fashion, mesmo que como consumidoras. Vejo isso como um sinal de que a moda está se tornando mais democrática. E espero que isso ocorra rapidamente e com força.
Verão 2008 Akris e Osklen
É claro que as cópias têm um impacto negativo nas vendas de qualquer marca. Resultado disso é o fortalecimento das coleções resort e pre-fall, que trazem peças que serão distribuídas mais cedo, em uma tentativa de barrar as imitações. Segundo Costanza Pascolato, na Vogue de março desse ano, as resort-collections foram responsáveis por 70% do faturamento das grifes. Por outro lado é sabido que uma cópia nunca será igual a um produto original. Assim como uma xerox que sofre distorções, por melhor que seja a resolução da copiadora, uma roupa inspirada em uma outra de grife ou de luxo dificilmente alcançará a qualidade da original. As técnicas de modelagem, os tecidos, estampas, beneficiamentos e outros detalhes que fazem parte de sua criação é que dão o diferencial das roupas grifadas em relação à outras e garantem a fidelidade do público da marca. Quem é fiel a seus sapatos Loubotin, por exemplo, mesmo que nunca tenha dinheiro de sobra para fazê-los, não colocará em seus pezinhos sapatos da Zara, por mais parecidos que eles possam ser!
Versace Verão 2007 e Bebe
O que considero extremamente ruim é quando se copia algo e tem-se a cara de pau (me desculpem, mas não consigo pensar em termo mais adequado) de se proclamar autor de um produto. Antes da existência da Alta-Costura o trabalho do estilista, assim como as obras de arte na Idade Média, eram anônimas. A partir de Charles Worth e suas peças assinadas a origem da roupa passou a ter maior importância. Mas em tempos de fast-fashion não vejo sentido nessa discussão. Parafraseando Erika Palomino: “Hoje em dia a invenção não tem mais patente. Tudo é de todo mundo. E ninguém é de ninguém“!
Outro ponto que deve ser comentado é que com a criação dos bureaux de tendências de moda nos anos 60 surge (ou retorna), de tempos em tempos (e com intervalos cada vez menores) um zeitgeist, um inconsciente coletivo que permeia o mundo da moda.
Estamos, por exemplo, na era Boho, dos seventies, do espírito livre, etc e tal. Há poucos meses eram o navy e o étnico que dominavam a cabeça dos fashionistas. Assim, considero normal que haja uma certa recorrência de temas, cores, silhuetas, materiais ou peças no imaginário fashion. Até por que há mais de 2000 anos a civilização inventa maneiras de cobrir o corpo. Então, uma hora ou outra as coisas ficariam parecidas de qualquer jeito!
Balenciaga nos pés de Sarah Jessica Parker e a versão nacional da Pop Noir
por K-Doo Almeida Fotos: divulgação!
Obs.: Quer também expressar sua opinião? Então faça contato: danielamarhal@gmail.com
Ele não desfila (ainda) as suas coleções no São Paulo Fashion Week, mas formou-se _como Alexandre Herchcovitch e Fabia Bercsek_ na Faculdade Santa Marcelina. Persona do mês aqui no The Satis/fashion, Luciano Ferrari, o designer da label Lord Lu, mostra-se por inteiro e conta de suas particularidades sem se deixar influenciar pelo escapismo de muitos fashionistas.
Confira, na íntegra, a mega entrevista que ele cedeu ao Blog. Você, certamente, também vai se apaixonar!
The Satis/fashion: Luciano Ferrari ou Lord Lu, como prefere ser chamado?
Luciano Ferrari: Lord Lu é um apelido fashion, muitos me chamam assim e eu adoro. Mas também gosto muito do meu nome, o mesmo de meu bisavô, um imigrante italiano.
T.S.: Quantas primaveras?
L.F.: Farei 32 no próximo mês!
T.S.: Signo e ascendente.
L.F.: Câncer, meu lado pelúcia; ascendente em Áries, meu lado malha metálica!
T.S.: Onde nasceu e onde mora hoje?
L.F.:Nasci no interior de São Paulo; vivi minha infância e adolescência em Ibirá, que é uma estância hidromineral (minha pele boa é herança daquelas águas! RS!). Moro hoje na capital, no bairro dos Jardins, na Rua Oscar Freire, centrinho feérico da moda. Trombo com perua o dia inteiro!
Campanha do Verão 2007/08.
T.S.: Que lugar de São Paulo você ama?
L.F.: Minha cama, meu quarto, minha casa, minha rua, as redondezas, os cinemas e as livrarias.
T.S.: Que forças Iansã exerce sobre você?
L.F.: Sou muito inquieto, como se um temporal estivesse instalado em mim. Às vezes ameno, às vezes enlouquecedor. Iansã, agente de minha inquietude, me impulsiona, me joga adiante. Por vezes faz eu perder a paciência, outras, me exaure!
“Iansã comanda os ventos e a força dos elementos na ponta de seu florim”. ( As Ayabás - Caetano Veloso/ Gilberto Gil)
T.S.: Qual sua maior qualidade? E seu maior defeito?
L.F.: A maior qualidade são os olhos verdes! RS! Brincadeira, viu? Mas acho que é meu desempenho e afinco na realização de meus objetivos. Quanto ao defeito, creio que seja a falta de paciência.
T.S.: Está solteiro, casado ou enrolado?
L.F.:Solteiro! Sou meio complicado, preciso de espaço e silêncio. Quando tenho silêncio fico mais feliz e mais produtivo. Namorar, só de vez em quando!
T.S.: Sendo assim, quais são suas melhores companhias?
L.F.: Amigos em jantares íntimos no final de semana.
T.S.: Quais as suas fontes de inspiração?
L.F.: A literatura, onde é possível perceber universos íntimos de diversos personagens; o cinema, onde visualizo o glamour de antigamente (segundo o historiador João Braga sou um decadentista nato!) e também as artes plásticas, principalmente a produção do movimento Simbolista! Busco uma mulher que seja uma heroína contemporânea, envolta em secretas luzes cinematográficas.
T.S.: Costuma ler muito? Que estilo?
L.F.: Leio muito. Amo! Adoro! É uma das maiores fontes de prazer que cultivo. Adoro literatura, ler sobre cinema, teatro, artes. Ler contribui para minha saúde de forma geral.
T.S.: Qual seu livro de cabeceira?
L.F.: “As ilusões perdidas” de Honoré de Balzac e tudo de Isak Dinesen (pseudônimo de Karen Blixen), Umberto Eco, Rosa Montero, Salman Rushdie, Clarice Lispector e Ligia Fagundes Telles, entre tantos outros.
“Ler contribui para minha saúde de forma geral”!
T.S.: Sei que você é também fã do movimento Dadaísta. Considera-se um dadaísta nessa sociedade consumista de hoje?
L.F.: Considero-me um dadaísta de alma, pois o mundo comercial não nos proporciona grandes vôos. Sou intuitivo e adepto de conversões espontâneas nas minhas criações. Adoro ready-made (na época da faculdade fiz umas performances inspiradas em Marcel Duchamp). Mas, acima de tudo, sou um irônico nato!
T.S.: Você acabou conhecido no Brasil fazendo a Monette Fashion no vídeo ”A Drag a Gozar”, com direção de Kiko César e vencedor do Show do Gongo 2007. Quem é a Monette, afinal? Você se considera uma?
L.F.: Na época da filmagem perguntei ao Kiko o que era uma Monette, mas me esqueci qual foi a resposta dele. Nunca antes tinha escutado esse termo! Interpretei um ’ser’ híbrido, ligado em informação de moda e figurinha fácil na vida dos clubes. Acabou saindo uma mistura de Charles Aznavour e Amanda Lepore! Por fim, respondendo objetivamente, não me considero uma Monette; meus interesses são tantos que não poderia me rotular!
T.S.: O que acha desses ‘códigos’ criados pelos próprios gays para diferenciar os guetos homossexuais, tais como Barbies, Poc-Pocs e afins?
L.F.: Acho que estamos todos no mesmo barco, mas isso não quer dizer que temos que seguir um padrão. Acho divertido quando características específicas de certos grupos são salientadas e nomeadas. Gays têm humor suficiente para isso! Além do que essas expressões geram moda. Só acho chata qualquer tipo de segregação; o apartheid é talvez o pior exemplo do mundo globalizado!
Monette Fashion em ação!
T.S.: Que opinião você tem sobre a Parada Gay?
L.F.: Acho possível, divertido e democrático. Às vezes penso se é mesmo necessário estabelecer um dia ou semana para comemorar liberdade de comportamento. Acho a liberdade um bem inerente ao homem.
T.S.: Vejo suas fotos e percebo que você mistura referências nas suas roupas. Usa legging, regata branca (para mim, o símbolo-máximo das barbies!) e até turbante. Afinal, como define seu estilo?
L.F.: A revista Capricho me fez essa pergunta numa certa ocasião e eu não soube responder. Pedi que minha assistente respondesse por mim e ela definiu meu estilo como ‘urbano-cool’. Não sei se essa designação basta; gosto de incorporar estilos e personagens diferentes. Às vezes sou barbie; às vezes, show over; às vezes, minimalista. Gosto de me inspirar na nobreza da Índia, em marinheiros antigos, em estrelas de cabaré, enfim, um drama!
Regata branca, turbante e legging: estilo urbano-cool!
T.S.: O que acha necessário no seu guarda-roupa? E o que acha que não precisa ter mais?
L.F.: Amo shorts curtos, coisa que anda distante do guarda-roupa masculino e atualmente causa escândalo; tenho também algumas saias para ocasiões especiais. Não preciso ter muitas roupas de inverno, pois sou super acalorado e sinto pouco frio.
T.S.: Suas criações são também cheias de referências. Vê-se um corte diferenciado, a presença do moulage e um desejo intenso de verbalizar a feminilidade. Como você define uma coleção?
L.F.: Cada coleção Lord Lu traz uma proposta nova, geralmente bem oposta à anterior. Minhas coleções nunca se cruzam e os temas escolhidos são sempre contraditórios. Parece sempre um novo começo! Neste inverno falei de uma noiva neurótica, uma ‘noiva bomba’ inspirada numa notícia sobre um falso casamento entre terroristas talebãs. Já para o Verão 2009 busquei inspiração no livro “Little Women”, da americana Louise May Alcott, que fala de um universo doméstico, ligado a valores como família e amizade, repleto de sentimentos. Trabalho com muitos temas diferentes para assim abranger muitas clientes, das mais tímidas às mais ousadas, e tentando sempre conservar o mistério que cada mulher carrega em si. Gosto de trabalhar no design da peça, mesclando referências contemporâneas à muita pesquisa de moda, especialmente histórica.
Cartaz da coleção Inverno 2008: A Noiva Bomba!
T.S.: Que sentimentos o envolve quando está criando?
L.F.: Crio de forma solitária, instrospectivamente, inspirado pelas ‘musas do cotidiano’ (minha sócia, minha mãe, minhas costureiras, assistentes e amigas). Através de outras inspirações resgato fantasias e sonhos secretos de cada uma delas, um universo lúdico misterioso. A gestação do meu trabalho é sutil, já a realização é puro ímpeto e a finalização, um estouro!
Campanha do Inverno 2007
T.S.: Quem você gostaria de ver usando suas criações?
L.F.: A Sarah Jessica Parker, apesar de nunca ter visto Sex and the City; além de Dita von Teese, Tilda Swinton e Cate Blanchet.
T.S.: Que imagem da moda te faz perder a cabeça? E qual te envergonha?
L.F.: Não necessariamente de moda, mas amo ver Marlene Dietrich nos filme dirigidos pelo Josef von Sternberg (O Anjo Azul, Blonde Venus, The Scarlet Empress, Shangai Express). Um arraso! Já uma imagem de moda que me envergonhe não sei, ou são tão ruins que as esqueci!
Marlene Dietrich no pôster do filme “O Anjo Azul”.
T.S.: Que modismos você não aguenta mais ver?
L.F.: Rocker’s e hippies em seus formatos mais óbvios e enjoativos!
T.S.: Que estilistas você admira?
L.F.: Dos brasileiros gosto de Alexandre Herchcovitch, Reinaldo Lourenço e Gloria Coelho. Estrangeiros gosto de Alexander McQueen, Nicolas Ghesquière, da dupla Viktor & Rolf e Marc Jacobs.
T.S.: Chique é…
L.F.: É ter tempo livre, comer bem, dormir bem, ter conforto!
T.S.: Brega é…
L.F.: É ostentar o que não se tem; engulir a poluição do ar de São Paulo no trânsito caótico e, acima de tudo, brega são aquelas pessoas que desdenham a moda e não atribuem valor a esse grande movimento cultural!
Criador e Criatura: “Crio de forma solitária, instrospectivamente”!
T.S.: Homens bonitos…
L.F.: Cary Grant em “Gunga Din”, Sean Connery em “Marnie” e Vincent Gallo em “Buffalo 66″.
T.S.: Mulheres bonitas…
L.F.: Cate Blanchet em “Notas sobre um Escândalo”, Gene Tierney em “Amar foi minha ruína” e Audrey Hepburn em “Sabrina”.
Vincent Gallo no cartaz de Buffalo 66 e Gene Tierney: ícones de Luciano.
T.S.: Que música te comove?
L.F.:É mais fácil falar de músicas que me divertem. Adoro trilhas de musicais antigos. Amo Cole Porter e atualmente ouço muito Anita O’Day, Harry Belafonte. Também tenho ouvido Jefferson Airplane… Não sou muito ligado à música contemporânea; acho que trilhas antigas ilustram melhor meu trabalho! Já fiz desfiles embalados por Angela Rô Rô cantando” Joana Francesa” e José Augusto interpretando canções dos anos 70, além de cantoras latino-americanas bregas e até um grupo executando ao vivo a trilha da animação ”A pequena sereia” para uma coleção inspirada no mar!
T.S.: Se sua vida virasse um filme que nome teria?
L.F.: Acho que seria uma mistura de “May Fair Lady” mais “Midnight Cowboy”!
T.S.: Que filme é inesquecível para você?
L.F.: “O Sétimo Selo”, do Ingmar Bergman.
Campanha Konspiratsia Inverno 2007.
T.S.: Se eu pudesse te realizar um sonho de consumo agora, qual seria?
L.F.: Uma mega biblioteca, um mega cinema em casa e o Colin Farrel como mordomo mudo! RS!
T.S.: Que notícias te entristece?
L.F.: Tudo sobre a natureza regurgitando o homem me assombra e amedronta; além de meu pai, com mal de Alzheimer. Perder a memória parece até sabotagem alienígena!
T.S.: Mesmo solteiro o que você gostaria de ganhar de presente no Dia dos Namorados?
L.F.:Uma visita do Umberto Eco e um boa noite da Coco Chanel!
*No The Satis/fashion a gente realiza sonhos: _Até Coco Chanel diz boa noite!
por Daniel Amarhal Fotos: Acervo pessoal Luciano Ferrari (Tk’s!).
*Foto-montagem de Coco Chanel: Real Z Fonte/vídeo: Youtube
Como promessa, para mim, é dívida aqui estou para saldar mais uma! No post anterior comentei sobre as minhas expectativas em relação a Sex and the City, deixando bem explícito que aqui voltaria hoje para falar sobre a sensação de assitir ao filme mais esperado do ano…
Primeiro devo contar que de tão ansioso que estava fui logo na primeira sessão. A sala era minha e de mais uma dúzia de pessoas afoitas para descobrir se dessa vez a Carrie casaria mesmo com o Mr. Big. Com o calor que estava optei por um look total white com shorts curtíssimos da Ellus e camiseta Dhuo. Esqueci que cinemas decentes têm ar-condicionado e teria congelado não fossem as gostosas risadas que a Samantha provocava nos espectadores com suas sacadas de ninfo-maníaca descontrolada!
Samanta: Diamantes e relação fria!
Muito fofa a japonesinha adotada por Charlotte, mas sua vida parece pacata demais sem um drama que apimente a relação! Não menos fofo é o filho de Miranda, embora seu marido Steve tenha uma cara muito comum, um tipinho babão, sabe? Feliz é a Samantha (acho que só deu ela!) com aquele louraço abonado que a enche de diamantes e de ‘furos’ na cama. Fazer o quê? Nem tudo é perfeito!
Engraçado era que a cada troca de roupas das personagens eu sentia a necessidade de comentar com minha acompanhante as griffes que elas ostentavam. Cada coisa, não? Ela ria comigo dessas futilidades todas que a gente acha que traz felicidade… E no fundo, a mensagem que o filme passa é essa!
Carrie: Manolo’s sem amor?
Passada a frescura chega a hora do casamento. O vestido de Vivienne Westwood me soa exagerado perto do Lanvin, do Dior e do Lacroix que Carrie fotografa no especial da Vogue! Vem a viagem ao México, mais vestidos e um quê de sentimentalismo que envolve a todos. O não-casamento de Carrie desperta raiva e reflexão. A pergunta que me faço calado é: _Será que felicidade é isso?
A todo momento essa mesma pergunta me assombra. E no meio de tantas peles e Manolo’s um outro tipo me tira o ar: uma pele morena, sarada e (ui!) sem um pêlo que atende pelo nome de Dante e é vizinho de Samantha. Jesus que me acode, a boca seca com aquele banho provocador! Daí que depois disso eu não consigo mais prestar atenção no filme e só entendo quando ele termina com a jornalista master, enfim casada, deixando escapar que “o amor é a melhor das griffes”!
Dante: Preciso mesmo comentar?
Ai, que realidade mais surreal, não? Queria que a minha fosse assim também!
Mas… de reflexão em reflexão o que me resta dizer é que vale à pena assistir, sim, Sex and the City. De preferência acompanhado (a), porque eu, solteiro, saí de lá me sentindo a bolacha do meio do pacote! Enfim, percebe-se longe que minha empolgação foi em vã… como “ando tão a flor da pele, que qualquer beijo de novela me faz chorar”, saí de lá ainda mais carente!
Obs.: Só para encher os olhos, aqui tá o site de Gilles Marini. O bofe-escândalo que esquenta o filme!
Atendendo a pedidos de uma leitora muito querida, escrevo este post para comentar o assunto mais discutido do mês: a estréia de Sex and the City, o filme!
Devo, antes de mais nada, confessar que demorei uns anos para também me apaixonar pela jornalista Carrie Bradshaw. Essa miscelânea de encanto e devoção eu devo à minha amiga Ana Paula, a pessoa mais Carrie com quem tenho o prazer de rir algumas vezes no ano quando esta vem ao Brasil. Ana mora em Paris e é tão louca pela personagem vivida por Sarah Jessica Parker que entrou na fila de espera para adquirir a bolsinha de Timmy Woods em formato de Tour Eiffel. Dá pra não amar uma pessoa assim?
Fato é que hoje, sexta-feira, 06/06, é a estréia do filme em rede nacional e meu espírito fashionista anda em total descompasso com minha agenda. A expectativa é grande, afinal, há anos anseio por esse filme; há anos sonho com os vestidos de Carrie, a sensualidade de Samantha, o romantismo de Charlotte e a austeridade de Miranda. Pena que essa emoção será adiada por mais um dia já que o compromisso de hoje é outro e as salas dos cinemas de Santos resolveram liberar Sex and the City apenas na sessão das 19h!
Portanto, não se assuste se acaso amanhã de manhã eu acordar me sentindo desinformado, sem saber o que realmente pensam as pessoas apaixonadas pelo seriado mais fashion do universo! Prometo ir assistí-lo amanhã e postar logo em seguida as minhas impressões. Saiba que até a roupa está separada e passada para ir ver o casamento da Carrie com o Mr. Big!
A euforia é grande, sim, afinal, o nome do filme está estampado em todas as revistas e todo mundo comenta sobre o figurino de Patricia Field. Um amigo me disse que ainda prefere “O diabo veste Prada”; um outro mais fervido revelou que se pudesse casava de Vivienne Westwood igual à Carrie. Euzinho me contentaria com o Dolce & Gabbana que ela usa na cena do Mercedes-Benz Fashion Week, com direito à pele e tudo o mais! Sem esquecer, é claro, dos terninhos incríveis de Thierry Mugler que a Samantha usa. Adoro o amarelo-canário, super tendência para o Verão 2009!
Quer coisa mais fashion que os Manolo’s e Loubotin’s que as personagens usam? E os longos coloridos da viagem ao México? _Ai, Dio mio, me acode senão eu tropeço e esqueço que hoje é dia de show, não de cinema!
Juuuro que volto domingo para comentar as emoções do escurinho do cinema, tá?
(Não vou comentar amanhã mesmo que é pra dar tempo de deixar a poesia fluir!)
“Sexo verbal não faz meu estilo”!
Contrário à essa frase célebre de Renato Russo em uma de suas muitas canções existencialistas sigo meu cotidiano “prestando atenção em cores que eu não sei o nome” e limitando o meu proseado à umas poucas doses de sarcasmo, afinal, assumo meu lado voyer sem o menor pudor! Aliás, esta palavra não faz parte do dicionário da moda, pelo menos não no que depender de Tom Ford e suas particularidades explícitas!
Tom Ford: polêmico ou ‘amostrado’?
Por conta da nova campanha de Tom, onde o modelo brasileiro Alex Schultz mostra a genitália, o mundo da moda se mostrou um tanto chocado e só esqueceu o assunto por causa da morte do mestre Yves Saint-Laurent. Mas se julgarmos o estilista texano como imoral por estas imagens fotografadas por Terry Richardson vamos estar admitindo que somos ainda mais imorais que ele, até porque Tom Ford transparece aquilo que muitos querem ser e/ou fazer e escancara a sexualidade como quem não tem mais nada a declarar!
Precisa dizer alguma coisa?
Tom não é pioneiro nessa arte de sexualizar a indústria da moda. Antes dele, Azzedine Alaïa arrancou suspiros das editoras de moda com seu viés envolvendo o corpo das mulheres em couro amaciado e praticamente costurado ao corpo; sem esquecer também de Gianni Versace e seu masoquismo fetichista que o consagrou como um dos mais revolucionários estilistas dos anos 80! Mais adiante ainda está a imagem do recém falecido Saint-Laurent nu, portanto, o sexo está para a moda assim como as drogas para o rock’nd roll! E, francamente, não sei por que ainda muitos se escandalizam com isso!
Azzedine Alaïa e Gianni Versace: curvas delineadas no viés.
Em um Fashion Rio da vida, mais precisamente em junho de 2005, a estilista Alessa Migani fez patuás com pênis bordados à mão. Foi chamada de lúdica pelos fashionistas! Dois anos antes, em julho de 2003, Amir Slama levou às passarelas da Rosa Chá no SPFW biquinis e sungas que deixavam o bumbum de fora. O escândalo foi geral, causou desconforto em uns e risinhos gostosos em outro. Eu estava lá e conferi in loco a cara das editoras super finas. No entanto, nada é mais inovador que isso, não é mesmo?
O ‘aclamado’ desfile da Rosa Chá no Verão 2004.
Se prestarmos atenção nas propostas de algumas coleções vamos perceber que, no fundo, elas têm sede sexual. E isso, para mim, é a coisa mais natural do mundo! Repare nos vestidos-bondage de Christopher Kane, nos bordados e babados de Isabela Capeto e até mesmo nas estampas da Neon. Tudo tem informação, mesmo que comedida, de prazer. As estampas exalam o fervor de dois corpos colados um ao outro; os babados escondem fantasias, enquanto o bondage as revela.
Look de Vionnet e vestido-bondage de Christopher Kane na Teen Vogue.
E sempre foi assim, desde os tempos de Charles Worth e suas muitas camadas de anáguas, que nunca impossibilitavam aos homens desejar suas esposas. Poiret as libertou do espartilho, Chanel deu-lhes liberdade e Madeleine Vionnet acrescentou-lhes leveza e sensualidade.
A estilista francesa inpirava-se nos trajes grego-romanos e o Imperador Calígula, certamente, a contrataria se esta tivesse vivenciado sua política. Ele adorava um bacanal e fazia de seu reinado um centro de prostituição, reverenciando a Baco sem escarnecer de si mesmo.
Cena de Calígula de Gore Vidal com Malcolm Mc McDowell e Hellen Mirren.
Em terras brasileiras quem não se lembra que Chacrinha estampava machismo na televisão, com suas chacretes sensuais, muito antes do funk carioca e a Dança do Créu ser considerada fenômeno das pistas? Aliás, mais fenomenal que o caso “Ronaldo e as Travestis” não tem! Sexo pago, vendido a preço de banana por umas moçoilas (?!?) e comprado a preço de ouro por uns senhores conhecidos na sociedade como bondosos pais de família. Isso sim é vergonhoso, não acham?
As Chacretes e Carol Trentini na última Vogue America: sensual ou sexual?
O que quero evidenciar é que, explícito ou não, o sexo faz parte de nosso dia-a-dia e até da história da moda. Ele está em todos os cantos: no imaginário de santos e devassos, na escrita de Hilda Hilst e nas caveiras de Alexandre Herchcovitch. Portanto, enxergue a vida com outros olhos e permita-se um minutinho de prazer!